Mês de Agosto

02-09-2010 10:05

 

UM ESPÍRITO COM O SENHOR

 

       O novo nascimento acontece no espírito do homem quando ele crê no Senhor Jesus e o aceita como Senhor e salvador de sua vida, quando isto acontece, o espírito humano se une ao Espírito de Deus, está escrito: “Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (I Co 6: 17). Observamos neste texto que a alma não é mencionada, ou seja, no momento em que o homem nasce de novo a sua alma continua a mesma; escravizada pelo pecado, ela necessita de libertação e cura; “o que prende e fere a nossa alma são os nossos pecados”. A Palavra diz que os nossos pecados fazem separação entre nós e o nosso Deus, mas se confessarmos e deixarmos os nossos pecados alcançaremos misericórdia do Senhor, e poderemos desfrutar de intimidade com ele.

 

Quando a alma do crente recebe libertação e cura, ela tem facilidade em aceitar a vontade de Deus e de se render ao espírito, que unido ao Espírito Santo, entra na intimidade de Deus.

            Na alma está o centro das decisões do homem, ela é que decide se vai dar ou não, liberdade para o Espírito Santo usar o nosso espírito como terra boa e profunda para produzir o seu fruto, e realizar através de nós a obra de Deus na terra. O fruto que o Espírito Santo produz no espírito do servo de Deus se manifesta através da alma e do corpo

            Podemos definir mais uma vez, que os pecados em nossa alma, obviamente, aqueles que ainda não foram confessados e deixados, é que nos impede de ter intimidade com Deus e de produzir frutos de justiça.

            Na parábola do filho pródigo, observamos que, assim que ele voltou aos braços do Pai, foi recebido com abraços e beijos; e imediatamente ele foi entregue pelo próprio Pai aos servos, que representa a igreja. E eles fizeram todo o trabalho necessário para que o filho pudesse sentar-se à mesa com o Pai e entrar na sua intimidade. Só depois que o filho pródigo passou por todo o processo de limpeza da alma, recebendo a melhor roupa, um anel no dedo e sandálias nos pés, é que o Pai fez uma grande festa matando o novilho cevado. Nesta parábola, aprendemos que, alem de confessar nossos pecados ao Pai, precisamos também confessá-los aos servos que receberam autoridade do Pai para por em liberdade os cativos.

           Quando confessamos nossos pecados ao Pai, somos perdoados, quando os confessamos aos servos que o Pai deu autoridade para realizar a obra: recebemos libertação e cura; a nossa alma fica livre e podemos em espírito e em verdade adorar o nosso Pai celestial.

 

 Ap. Mário Monteiro

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